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domingo, 15 de março de 2020

Oito para cada mil infectados deve morrer de coronavírus no Brasil, estima MS


Oito para cada mil infectados deve morrer de coronavírus no Brasil, estima MS




O Ministério da Saúde estima que o coronavírus matará 0,8% dos brasileiros que contraírem a doença. O número é equivalente a oito mortos para cada mil infectados pelo vírus.

De acordo com o jornal O Globo, a estimativa tem por base a taxa de letalidade verificada na China: 3,5%. O percentual chinês se refere aos casos oficialmente computados, e sabe-se que a subnotificação de Covid-19 tem sido gigantesca mundo afora.

No Brasil, o índice de 0,8% está relacionado ao total de vítimas do vírus, levando-se em consideração quem vai procurar atendimento e aqueles que, embora contaminados, não vão informar o problema às autoridades, seja por desconhecimento, incapacidade ou negligência.

Região no norte do país é epicentro do coronavírus


Com 11.685 de casos positivos para o novo coronavírus (Sars-CoV-2), o que representa 55% do número total contabilizado na Itália, a região da Lombardia, no norte do país, tem sido motivo de preocupação para o governo italiano, principalmente porque a quantidade de contaminações e mortes não para de crescer.
    "Intubamos em terapia intensiva mais de sete pessoas por dia e trabalhamos incansavelmente, com uma média de uma folga a cada 14 dias", explicou à ANSA Ivano Riva, anestesista do Hospital Giovanni XXIII em Bergamo.
    Segundo o especialista que atua na cidade ao nordeste de Milão, "se a tendência da epidemia de Covid-19 continuar nesse ritmo, Bergamo aguentará pouquíssimo".
    No balanço divulgado ontem (14) pela Defesa Civil, o número de mortes na Lombardia aumentou para 966. "A situação é objetivamente muito séria. O vírus está escondido, desaparece, reaparece e bate forte", lamentou o governador da região, Attilio Fontana, ao jornal "La Repubblica". O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, por sua vez, garantiu que a resposta do governo não tardará a chegar porque "existe a máxima atenção para a situação".
    "Nossa prioridade é fazer com que médicos, enfermeiros e todo o pessoal de saúde trabalhem com segurança, do mesmo jeito que com coragem e espírito de auto sacrifício estão trabalhando para cuidar dos cidadãos, dedicando-se a essa emergência de saúde sem economizar energia", afirmou.
    Conte ainda disse que, como governo, se empenhou "arduamente em adquirir, em muito pouco tempo, os dispositivos de proteção que lhes permitam trabalhar com a máxima segurança", como máscaras de proteção e outros suprimentos. O ministro das Relações Exteriores, Luigi Di Maio, por sua vez, também informou que "a exportação de máscaras e trajes da Alemanha e da França foi desbloqueada". Para lidar com a emergência, a Consip, a central de aquisições de bens e serviços do governo italiano, já encomendou 3.800 ventiladores pulmonares, sendo que 300 adicionais foram disponibilizados para entrega imediata, e contratou mais de 30 milhões de máscaras cirúrgicas, mais de 7 milhões de luvas, mais de 13 milhões de macacões, sapatos, fones de ouvido e mais de 260 kits de diagnóstico correspondentes a mais de 67 mil testes.
    Em comunicado, a empresa anunciou que todos os suprimentos "são completamente seguros". As autoridades estão atuando de todas as formas para combater a doença, que tem tido um avanço crescente na região. Na última semana, o governo italiano anunciou medidas restritivas de circulação em todo o país, além do fechamento de bares, restaurantes, lojas na tentativa de conter a propagação do vírus. No entanto, o chefe de saúde da Lombardia, Giulio Gallera, afirmou que as restrições do governo não são suficientes para a região. "Estamos pedindo uma exceção para a Lombardia", disse ele à televisão RAI 3. Na entrevista, ele pediu o fechamento de fábricas, escritórios, além da suspensão da circulação dos transportes públicos. "Se conseguirmos resistir por pelo menos oito dias, talvez vejamos as coisas mudarem".

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