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terça-feira, 17 de novembro de 2020

Barack Obama compara Bolsonaro a Trump em entrevista ao Conversa com Bial na Globo

 

Barack Obama compara Bolsonaro a Trump em entrevista ao Conversa com Bial na Globo
Foto: Reprodução / Globo

Ex-presidente dos EUA, Barack Obama foi o convidado do programa Conversa com Bial, da Rede Globo, da madrugada desta terça-feira (17). Quatro anos após deixar o cargo ele está lançando "Uma Terra Prometida", o primeiro volume de suas memórias. No papo, conversou sobre a obra, a pandemia, a vitória de seu ex-vice Joe Biden nas eleições norte-americanas e a relação com o Brasil.

 

Ao ser questionado sobre o comentário do presidente Jair Bolsonaro sobre o uso de pólvora contra os EUA (relembre aqui), ele respondeu: "Eu não conheço o presidente do Brasil. Eu já tinha saído quando ele assumiu o cargo. Então não quero dar uma opinião sobre alguém que não conheci. Posso dizer que, com base no que vi, as políticas dele, assim como as do Donald Trump, parecem ter minimizado a ciência da mudança climática. E o Brasil é obviamente um ator central na ação de poder ou não frear os aumentos de temperatura que podem causar uma catástrofe global. A minha esperança é que, com o novo governo de Biden, exista uma oportunidade de redefinir a relação”, pontuou.

 

 

“Sei que Joe Biden vai enfatizar que a mudança climática existe. Tanto os Estados Unidos quanto o Brasil vão desempenhar um papel de liderança. Sei que Joe Biden vai enfatizar a ciência quando se trata da existência da Covid-19. Precisamos nos mobilizar dentro no nosso país e de forma internacional para tentar dar um fim a essa pandemia. Mas, no fim das contas, os Estados Unidos e o Brasil têm muitas coisas em comum. O progresso que precisa acontecer, não só no hemisfério, mas no mundo, vai ser, em parte, determinado pela qualidade da relação entre os nossos dois países”, considerou.

 

Em relação a vice-presidente eleita, Kamala Harris, lembrou que o trabalho de empoderar as mulheres é contínuo. "Foi interessante, como presidente, poder observar que os países que oprimem as mulheres, que não usam os talentos das mulheres, tendem a ser os países que não se desenvolvem economicamente e que têm outros problemas. Os países que muitas vezes estão se saindo bem e que conseguem desfrutar de todo o potencial do país em parte é porque reconhecem que, se não incluírem meninas e mulheres, metade da população envolvida em resolver os problemas, criar negócios e encontrar curas para novas doenças", avaliou

 

"Se não treinamos metade da população, é como uma equipe de futebol que deixa metade dela fora de campo. Você vai perder. Espero que Kamala Harris seja apenas o início de um processo no qual cada vez mais mulheres no mundo sejam vistas como líderes viáveis nos níveis mais altos”, desejou. Para assistir a entrevista completa clique aqui.

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